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Processo de votação com urna eletrônica é 'extrema segurança', diz secretário do TRE-BA

Por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O secretário de planejamento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) Maurício Amaral afirmou que o processo eleitoral por urna eletrônica é “de extrema segurança”. “É muito mais fácil desconfiar do que conhecer. Conhecer exige se informar, estudar, pesquisar. Já desconfiar, basta uma mera disposição natural”, declarou.
 

Amaral declarou que, por conta da pandemia, a Justiça Eleitoral precisou se reinventar. “Em maio deste ano tivemos que fechar o cadastro com atendimento virtual. Nunca imaginamos que faríamos um atendimento virtual, e foi o que aconteceu”, contou. De acordo com o secretário de planejamento do TRE, em dois meses, a Justiça Eleitoral se adaptou para fazer o atendimento do eleitor pela internet. “E fizemos isso com eficiência. Aqui na Bahia, foram mais de 70 mil atendimentos”, declarou.

 

“A Justiça Eleitoral sempre prezou pela presença do eleitor. Não se permitia nem o uso de procuração para atendimento no cartório, para requerer uma transferência, por exemplo. E de repente, tivemos que fazer isso pela internet e criar um mecanismo seguro”, explicou. Os sistemas foram desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e TRE-BA. O TSE adaptou um sistema utilizado para atender eleitores do exterior. Já o TRE-BA criou o Coleta.Doc.

 

“Foi necessário uma série de medidas para não deixar de atender os eleitores. Esperamos não ter que fazer outra eleição em um cenário de pandemia”, afirmou Maurício Amaral.

 

VOTAÇÃO PELA INTERNET

 

O secretário informou que TSE permitiu o credenciamento de 26 empresas do mundo todo para realizar uma testagem de votação online. Os testes foram realizados pelas empresas no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. “O TSE vai analisar os dados, e se for o caso, a Justiça Eleitoral poderá permitir votações pela internet”, disse.

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