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MPF denuncia sete pessoas por corrupção em transportes público do Rio de Janeiro

Foto: Ana Branco / Agência O Globo

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra o empresário Jacob Barata Filho e o desembargador Mário Guimarães Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) nesta quinta-feira (16). Eles foram acusados de envolvimento em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no setor de transportes fluminense.

 

Segundo a Agência Brasil, a acusação é um desdobramento das operações Descontrole e Quinto do Ouro, que investigam o pagamento de propinas em contrtos de diversas áreas administrativas do estado do Rio de Janeiro. A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o desembargador Mário Guimarães tem foro privilegiado. Já o empresário Barata Filho responde a várias ações penais, além de ter sido condenado por corrupção ativa pela Justiça Federal durante a operação Cadeia Velha. Também foram denunciados a esposa do desembargador, a advogada Gláucia Iorio de Araújo Guimarães; os empresários Miguel Iskin e José Carlos Reis Lavouras; além do presidente do Conselho Superior do Sindicato Rio Ônibus, João Augusto Morais Monteiro e do doleiro Carlos Eduardo Caminha Garibe.

 

De acordo com as investigações, Jacob Barato Filho, João Augusto Monteiro e José Carlos Lavouras, todos dirigentes da Federação de Empresas de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, pagaram R$ 6 milhões para que o desembargador desse decisões favoráveis às empresas de ônibus em mais de 40 ações civis públicas. “O acerto da propina foi intermediado pela esposa do magistrado, Gláucia Guimarães, e o pagamento, efetuado com recursos de caixa 2 do Sindicato Rio Ônibus”, disse o MPF por meio de nota. O valor teria sido escondido, inclusive no exterior, por meio do doleiro Carlos Garibe.

 

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, que assina a denúncia, pediu o pagamento de R$ 11,5 milhões por danos morais coletivos. Ela também pediu que o desembargador Mário Guimarães perca o cargo e que o afastamento dele seja prorrogado até a sentença final do caso, para prevenir interferência no curso da ação penal.

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