Rotondano considera 'desnecessário qualquer movimentação' na Justiça Eleitoral
O desembargador e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), José Rotondano, analisou a proposta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que que juízes federais possam atuar em processos eleitorais e sobre a decisão de colocar casos de corrupção a cargo da Justiça Eleitoral.
"A Justiça Eleitoral está estruturada suficientemente para julgar qualquer tipo de causa, até mais dificeis que isso, investigações eleitorais de um modo geral", assegurou. "Muito mais trabalhoso produzir uma prova desse tipo de ação do que uma dessa, que já vem pronta praticamente. Eu acho que a Justiça Eleitoral está bem composta, é uma Justiça oxigenada, acho desnecessário qualquer movimentação", defendeu Rotondano nesta quinta-feira (28), antes da cerimônia de posse do novo presidente do TRE-BA, Jatahy Júnior.
Ao passar o bastão da presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o desembargador José Rotondano afirmou ainda que está feliz com o resultado do trabalho a frente do cargo nos últimos anos: "sensação de dever cumprido".
"Acredito que realizei tudo que era possível fazer, dentro das possibilidades do Tribunal. Deixo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia como o segundo com maior número de eleitores biometrizados, o primeiro do país em atendimento dia de eleitores, e entre os 96 tribunais, como o segundo mais transparente", avaliou.
Sobre o futuro do TRE-BA, José Rotandano afirmou não ter dúvidas de que estará em boas mãos. "Vai estar em mãos competentes, de um homem digno, honrado, e principalmente com força e garra para trabalhar", previu.
