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Pesquisa da Ajufe revela dificuldade juízas federais em serem promovidas nos TRFs

Foto: Divulgação

Um estudo feito pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe) indica uma desigualdade de gênero que dificultam a ascensão hierárquica de juízas. O estudo foi conduzido pela doutora em Sociologia, Veridiana Campos, a pedido da Comissão de Mulheres da Ajufe. A pesquisa analisou as diversas etapas da carreira da magistratura Federal, desde as inscrições nos concursos de ingresso, até promoções para os Tribunais, passando por convocações e composição de bancas de concurso.

 

O texto foi elaborado a partir de dados enviados pelos Tribunais Regionais Federais (TRFs) de todas as regiões ao Conselho da Justiça Federal (CJF), atendendo a requerimento da Ajufe. A pesquisadora observou que existe uma espécie de “teto de vidro”, como uma barreira que dificulta a promoção de magistradas nas promoções por merecimento e titularização. Ainda se observou baixo índice de mulheres em bancas de seleção, comissões e cargos diretivos. Ainda se constatou que há menos mulheres se candidatando ao concurso da magistratura Federal.

 

O TRF da 1ª região engloba 13 estados da federação e o DF: AC, AP, AM, BA, GO, MA, MT, MG, PA, PI, TO, RO e RR. Nestes estados, as mulheres representam 18,5% do número de desembargadores, e 23% de juízas. Quando analisados os dados referentes a promoção, os números são bastante discrepantes entre homens e mulheres. No TRF-5, por exemplo, não há nenhuma desembargadora.

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