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Vara da Família de Camaçari é destaque por humanizar atendimento e relações

Foto: Divulgação

A 1ª Vara de Família da comarca de Camaçari tem se tornado destaque por prestar um tratamento humanizado em seus atendimentos. Com isso, a produtividade da unidade também tem melhorado, desde o ano de 2014, quando foi instalada. A unidade já se tornou referência para juízes, servidores, advogados e para as partes. A vara é conduzida pela juíza Fernanda Karina Vasconcelos Símaro.

 

A motivação da magistrada foi a percepção de que as pessoas, quando recorriam à Justiça, tinham expectativas negativas. Para isso, ela adotou quatro linhas de trabalho: qualificação e valorização dos servidores e estagiários; racionalização das funções desempenhadas em gabinete e em cartório; modificação do ambiente para torná-lo mais acolhedor e empático; e adoção de soluções criativas. Com isso, medidas criativas foram tomadas para resolver problemas antigos e estruturais.

 

Uma das medidas foi mudar o ambiente físico, implementação de intimações por telefone, para ter um trabalho de forma empática e cuidadosa, promoção de campanhas de conscientização, atualização de dados cadastrais, elaboração de cartazes com estéticas mais agradáveis para contribuir com toda a mudança do ambiente, todas são ações que contribuíram na transformação.

 

A vara chegou até um acervo de 18 mil processos pendentes de julgamento. Em dois anos, o acervo foi reduzido para 6 mil. A unidade se tornou o 1º lugar no ranking de produtividade do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), com o prêmio Selo Diamante, do Programa Justiça em Números. “Todas as opiniões e sugestões dadas pelos servidores e colaboradores são validadas e, se possível, colocadas em práticas. Acredito que as pessoas que estão trabalhando diretamente com as questões que precisam ser resolvidas têm mais condições de pensar numa solução adequada e efetiva. Por isso, busco valorizar cada opinião, de cada pessoa de acordo com suas funções e, isso da muito certo, pois reflete na otimização do trabalho como um todo”, finaliza a magistrada.

 

A juíza também é coordenadora do Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Camaçari, onde implantou o mesmo modelo. Inaugurado em junho deste ano, ele dispõe de três salas de audiências, recepção e sala de coordenação. No entanto, o destaque da unidade é dado pelo ambiente acolhedor e recepção humanizada.

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