Eternit indeniza homem em R$ 1 milhão por perda de pulmão em trabalho com amianto
O juiz da 34ª Vara do Trabalho de São Paulo, Thiago Melosi Sória, condenou a fabricante de telhas de amianto Eternit a pagar quase R$ 1 milhão em danos morais e materiais a um ex-funcionário que perdeu o pulmão em decorrência de um câncer por contato com a fibra mineral. O amianto é proibido no país desde 2017.
O magistrado levou em consideração a perda total da capacidade laborativa para fixar a indenização no valor de dois salários mínimos mensais, durante 27 anos, a partir de 2001 e ordenou o custeio de convênio médico de forma vitalícia.
De acordo com o site Jota, o homem trabalhou para a empresa entre os anos de 1976 e 1991 e teve o pulmão direito removido após descobrir a doença. Durante a tramitação do processo, o trabalhador foi diagnosticado com novo câncer no pulmão.
"A perda total da capacidade de trabalho gera obviamente no trabalhador danos morais, consistentes na rejeição do mercado de trabalho, no receio de ser incapaz de prover a própria subsistência e no sofrimento ocasionado pela própria doença e as limitações que esta acarreta", diz a decisão.
A indenização é composta por R$ 618,1 mil em danos materiais e R$ 309 mil em danos morais.
