Em nota, Amab defende que não houve abuso de autoridade de juíza em Lauro de Freitas
A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) emitiu uma nota de desagravo, após o episódio da confusão entre advogados e a juíza titular da 2ª Vara Cível de Lauro de Freitas, Maria de Lourdes Melo (clique aqui e saiba mais). Segundo a entidade, que congrega os juízes e desembargadores da Justiça estadual, "ataques indevidos e desfundamentados à Magistratura se distanciam dos propósitos democráticos e representam ofensa à própria sociedade".
Destacando que a juíza não impediu a entrada dos advogados no Cartório, sob pena de prisão, a Amab diz que "a regular e necessária organização dos trabalhos forenses, para atendimento à população, inclusive aos advogados, é competência exclusivamente dos respectivos e eminentes magistrados". Ainda segundo a Associação, "tal providência organizacional não ofende às prerrogativas conferidas à advocacia de ser atendido dentro das dependências dos prédios forenses, conforme, inclusive, já decidido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)".
Ao final da nota, a Amab reafirma seu poscionamento de relação harmoniosa e de colaboração recíproca com a sociedade, "no escopo de alcançar uma prestação jurisdicional eficiente para toda a sociedade baiana, sem prejuízo da defesa das prerrogativas, dos direitos e dos deveres inerentes à magistratura".
Ouça parte da discussão entre a magistrada e os advogados:
