Juíza do Trabalho de Salvador pede tradução juramentada de português para português
A juíza Monica Aguiar Sapucaia, da 10ª Vara do Trabalho de Salvador, na tentativa de citar um réu em uma ação trabalhista, determinou que o autor providenciasse uma tradução juramentada do português para o português de duas cartas rogatórias. No despacho, do dia 31 de janeiro, a magistrada deu um prazo de 30 dias para que fosse feita a tradução para a língua oficial de Angola e Portugal, que também é o português. Menos de 48 horas depois, porém, a própria juíza revogou seu despacho lembrando que "nos países onde se fala português não se faz necessária a tradução juramentada de documentos que já estão, originalmente, nesse idioma". A juíza lembrou que, desde 2009, está em vigor o acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tem como objetivo unificar a ortografia do português. Complementou que, mesmo havendo diferenças linguísticas com termos jurídicos e regionalismos, não existe tradutor habilitado em "português de Portugal" ou "português de Angola". Ainda disse que, em caso de regionalismos que dificultam a interpretação, poderá determinar execução de perícia para esclarecer as dúvidas. Por fim, ela determinou a expedição das cartas rogatórias.
