MP-BA pede a Instituto não faça discriminação de gênero em contratação de estagiário
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu que o Instituto Baiano da Paz, que promove curso de capacitação para jovens, se abstenha da prática de discriminação de gênero e passe a contratar também estagiários do sexo masculino para integrar a sua equipe de serviço social. A recomendação foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (GEDHDIS) do MP diante de denúncias de suposta prática de discriminação de gênero na seleção de estagiários do curso de serviço social no instituto. De acordo com a promotora de Justiça Lívia Vaz, após tomar conhecimento da recomendação, o instituto negou a prática de discriminação de gênero, entretanto “nunca possuiu homens no seu quadro de funcionários senão o seu coordenador”. Lívia Vaz acrescentou que a liberdade de contratação de pessoal pelo instituto observa limites, “não havendo razão para serem impedidos de ingressar no programa de estágio estudantes do sexo masculino”. O MP pede ainda que de três em três meses a empresa comprove ao MP a adesão de estagiários do sexo masculino.
