Defensoria consegue transferência de pacientes para hospitais através de ação extrajudicial
A Defensoria Pública da Bahia, através de ações extrajudiciais, conseguiu realizar a transferência de dois pacientes de alto risco de morte, neste período de Carnaval, para unidades de saúde especializadas. A paciente Iolanda Pereira Bastos, 51anos, precisava sair da UPA do Cabula para um hospital devido a alto risco de morte, e Jorge Antônio Rocha Souza, que necessitava de transferência do Hospital do Subúrbio para uma unidade hospitalar com centro de terapia hiperbárica. Dona Iolanda veio de Itatim, na região de Feira de Santana, na última quinta-feira (23), para UPA do Cabula, com grave quadro de saúde, necessitando de transferência para um hospital onde pudesse receber cuidados mais especializados. De acordo com seu filho Lucas Bastos Guedes, após baterem em diversas portas foram orientados a procurar a Defensoria. A princípio as defensoras públicas Janaína Canário e Isabel Neves entram com ação judicial solicitando vaga na UTI, conseguindo liminar do Poder Judiciário para transferência ao Hospital das Clínicas, mas na enfermaria. Como o quadro de dona Iolanda piorou, a médica da UPA informou que não liberaria a transferência. Depois de vários contatos com a Central de regulação, os servidores Rafael Luís Araújo dos Santos e Ana Maria Bispo conseguiram a transferência para a UTI, como requerido desde o início. Iolanda foi transferida para o Hospital das Clínicas na tarde deste domingo (26), em uma UTI Móvel. Já o paciente Jorge Antonio Rocha Souza estava no Hospital do Subúrbio por ter apresentado vômito e paralisia dos membros inferiores depois de um mergulho a 27 metros de profundidade. Segundo a sua irmã, Ana Patrícia, que procurou a Defensoria Pública no sábado (25), ele precisava ser transferido para uma unidade que tivesse um centro de terapia hiperbárica com urgência. Como relatório médico era insuficiente, as defensoras públicas pediram à família que buscassem outro, com mais detalhes. Enquanto isto a equipe buscou contato com a Central Estadual de Regulação. O hospital indicado era o Sagrada Família, que só teria vaga após a quarta-feira de cinzas. A Defensoria já providenciava medida judicial quando foi informada pela Central de Regulação que a transferência havia sido autorizada, através da ação extrajudicial.
