Empresa alvo do MPT-BA diz que ‘jamais’ colocou funcionários em trabalho escravo
A empresa Capebi Agroindustrial, alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT) por trabalho análogo à escravidão (veja aqui), afirmou que “jamais” submeteu seus trabalhadores a estas condições. Em nota, a Capebi, administradora da Granja Sossego, onde trabalhadores foram encontrados em condições impróprias de trabalho, alegou que cumpriu com todas as exigências de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2011, que vigorou até 2015. “Entre as melhorias implantadas estão a reforma e construção de mais quatro novos banheiros, reforma do refeitório e dos pontos de apoio, além de contratação de consultoria mensal na área de saúde e segurança do trabalhador. Atualmente a Granja emprega diretamente 250 profissionais, todos com carteira assinada e os benefícios garantidos por lei. A empresa não possui nenhum débito trabalhista e fomenta toda uma cadeia produtiva na região, gerando também centenas de empregos indiretos”, argumentou. A empresa disse também que os funcionários encontrados retirando esterco durante uma visita da Força-Tarefa do MPT-BA à fazenda, em novembro de 2015, não eram trabalhadores da Granja Sossego. "A Capebi Agroindustrial e a Granja Sossego esclarecem, ainda, que os autos de infração ainda não foram julgados e até o momento não receberam nenhuma nova intimação do judiciário sobre esta ação", informou.
