Mais de 13 mil processos questionaram concurso de cartórios extrajudiciais na Bahia
Com a realização das audiências para os aprovados no concurso de cartórios extrajudiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) escolherem as unidades para trabalhar, o presidente da comissão do certame, desembargador José Edivaldo Rocha Rontondano, fez uma avaliação de todo processo de seleção ao Bahia Notícias. Segundo o desembargador, o concurso, de 2013, não foi encerrado antes por conta dos “percalços próprios do certame”. “Foram inúmeros problemas, mas em um concurso dessa magnitude com 1,2 mil vagas, era de se esperar que houve essas dificuldades para conclusão desse certame. Por último, o STJ suspendeu a realização da audiência de escolha, por conta de um mandando de segurança de um candidato que teve a segurança denegada, mas o Estado da Bahia aviou a suspensão de liminar, e felizmente a ministra Cármen Lúcia, suspendeu a decisão do STJ e mandou prosseguir o concurso”, afirma. O presidente da comissão afirmou que a finalização do concurso representa um ganho para o tribunal e para sociedade. “É o maior concurso dessa natureza no país. São Paulo, que é o maior tribunal do Brasil, não fez um concurso dessa magnitude. Esse ato é de extrema importância para o tribunal”, pontua. Rotondano explicou que, com a posse dos aprovados, os servidores que cuidavam das serventias extrajudiciais voltarão para suas unidades de origem. “Eu acredito o ato é uma forma do judiciário demonstrar que seu papel é voltado para sociedade, é prestar um serviço de excelência, um serviço rápido, um serviço que satisfaça de verdade”, destaca.

