Ivan Sartori será denunciado ao CNJ após absolver policiais do massacre do Carandiru
O ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Sartori, será denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por abuso e falta de isonomia e impessoalidade no julgamento que cancelou as penas dos policiais envolvidos no massacre do Carandiru, na década de 1990. A reclamação disciplinar contra o magistrado é assinada por diversas entidades de direitos humanos como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Conectas Direitos Humanos, a Justiça Global, o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e os institutos Sou da Paz e Vladimir Herzog. A denúncia será encaminhada nesta terça-feira (17) a presidente do CNJ, Cármen Lúcia. Sartori votou pela absolvição de 74 policiais e alegou que não houve massacre, e sim, legitima defesa. De acordo com a coluna Mônica Bergamo, a reclamação será ratificada por acadêmicos como Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Gregori, Paulo Sérgio Pinheiro, Fábio Konder Comparato, Marilena Chaui e Dalmo Dallari, entre outros.
