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Vereadores mais votados podem ficar de fora da Câmara de Salvador, diz analista do TRE-BA

Por Júlia Vigné/ Cláudia Cardozo

Foto: Júlia Vigné
A minirreforma eleitoral pode impactar a formação da Câmara de Vereadores de Salvador. Isso porque, os candidatos famosos, chamados de puxadores de votos, não garantirão um maior número de assentos para candidatos com baixa votação. De acordo com Jaime Barreto, analista técnico do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a mudança determina que o candidato, para ser eleito, deverá ter uma votação mínima. “Aquele fenômeno que existia na época de Éneas, que temos um puxador de votos, que levava um candidato com pouquíssima votação, não vai acontecer mais. O candidato, para ser eleito, deverá ter uma votação de 10% do coeficiente eleitoral. Isso vai dar em torno de 3,5 mil votos aqui em Salvador”, explica. Barreto diz que, se o candidato não tiver essa quantidade de votos, não assume o posto de vereador. Para ele, a mudança na legislação eleitora vai influenciar a formação da Câmara. “Se tiver um partido que concentre os votos em um determinado candidato, esse partido, que a princípio, teria um determinado número de cadeiras, poderá perder algumas dessas cadeiras para outros partidos”.  A formação oficial da Câmara dos Vereadores para os próximos quatro anos só sairá oficialmente com a apuração de 100% dos votos. Jaime Barreto sinaliza que, para vereador, não necessariamente, o mais votado será eleito. “Nós temos que fazer a divisão das cadeiras em disputa conforme a votação proporcional de cada partido, cada coligação. Mas, evidentemente que, os candidatos em primeiro e segundo lugar, estejam eleitos”.

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