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Pais obtêm na Justiça o direito de registrar a filha com nome africano

Foto: Reprodução / Facebook
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quinta-feira (9) o registro civil de Makeda Foluke de Paula da Silva, que havia sido recusado pelo oficial de Registros de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A uma semana de completar três meses de vida, o Conselho de Magistratura aprovou por unanimidade que Makeda seja registrada com o nome africano. Cizinho Afreeka, o pai da criança, comemorou a decisão. “Fiquei muito emocionado. Mas espero que esse sofrimento não seja necessário para os nossos irmãos e irmãs. É Makeda, sim!”. O cartório do 2º Distrito de São João de Meriti havia alegado, para recursar o registro, que a criança ficaria exposta ao ridículo e que poderia causar constrangimento futuro à ela. Antes de ser encaminhado ao Conselho de Magistratura, o Ministério Público havia emitido parecer contrário ao uso do nome, pelo mesmo motivo, sugerindo que fosse adicionado um prenome aos demais nomes, como Ana Maria Makeda, por exemplo. Todos os cindo desembargadores do Conselho de Magistratura votaram a favor do registro de Makeda.

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