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Procurador da Lava Jato diz que investigar gestões antes do PT é ‘inócuo’ e ‘inviável’

Foto: DW/Philipp Barth
O procurador da República Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que integra a Operação Lava Jato, afirmou que as investigações da operação não são seletivas e que só não retroagem a governos anteriores aos do PT por causado da “famigerada prescrição" de crimes. A declaração foi dada durante uma palestra sobre combate a corrupção realizada em São Paulo. O juiz Sérgio Moro também participou do evento e impediu que sua palestra fosse gravada. O procurador disse que é “algo inócuo" e "juridicamente inviável" investigar crimes praticados antes de 2003, quando teve início o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, só faria sentido investigar casos antigos se a pena aplicada fosse superior a oito anos por um só crime – penas que não têm sido aplicadas nem em crimes mais recentes. O procurador ainda destacou que o foco da operação é a base governista, pois as investigações revelaram "um esquema de empresas e órgãos e da administração pública federal beneficiando partidos que controlam a administração federal", sobretudo para o financiamento de campanhas eleitorais dessas legendas. Também diz que os desdobramentos da operação serão investigados. Segundo Carvalho, a oposição teria recebido dinheiro desviado durante o período em que a Petrobras foi investigada por uma CPI, e que o intuito era evitar que a investigação parlamentar se aprofundasse. Também disse que a ideia de que a Lava Jato visa destruir o PT é uma “teoria da conspiração”. "Seria um absurdo você imaginar que todas as pessoas conseguiram estar no mesmo lugar, na hora certa, no momento certo, todos com a mesma mentalidade, com o objetivo púnico de acabar com o partido", declarou depois de lembrar que a força-tarefa da operação conta com procuradores, delegados da Polícia Federal, auditores da Receita Federal e um juiz. A palestra do procurador foi sobre os desafios e resultados da Lava Jato.

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