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Família de mecânico morto no acidente aéreo com Clériston de Andrade será indenizada

Foto: Reprodução
A filha e a viúva de um mecânico de voo morto na queda do helicóptero que caiu com o candidato ao governador da Bahia Clériston Andrade, em 1982, serão indenizadas em R$ 100 mil, cada uma, por dano moral pela Aeróleo Táxi Aéreo S.A. A decisão foi da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ainda estavam no helicóptero o candidato a vice-governador da Bahia o deputado federal Rogério Rego, e de mais nove pessoas. A aeronave decolou de Itapetinga, no sudoeste do estado, para Caatiba, mas uma tempestade impediu a chegada ao destino. Os pilotos tentaram retornar, mas bateram em uma montanha. Nenhum dos passageiros sobreviveu. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), os comandantes contribuíram para o acidente, porque, diante da situação adversa, abandonaram o voo visual e começaram a operar por instrumentos, sem a devida capacitação. A filha e a esposa do trabalhador pediram o pagamento de pensões mensais e indenização pelos danos morais por considerarem evidente a culpa da empresa, que determinou a realização da viagem, mesmo ciente das condições meteorológicas perigosas. A Aeróleo, em sua defesa, afirmou que o acidente decorreu de caso por fatores externos às atividades de táxi aéreo. Em primeira instância, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, condenou a empresa a pagar R$ 50 mil para cada uma das autoras, por danos morais. Além disso, determinou pagamento de pensão mensal até que completassem 78 anos. Segundo o juiz, não cabe falar em caso fortuito nesta situação, porque o trabalho em condições climáticas adversas faz parte da rotina do serviço de táxi aéreo. As autoras da ação recorreram ao TST para pedir aumento da indenização. O relator, ministro Emmanoel Pereira, votou pelo provimento do recurso. Para ele, a dor da perda de um familiar é imensa. “Nesse sentido, entendo que o valor de cada uma das indenizações deve ser majorado para R$ 100 mil”, concluiu.

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