Defensoria pede maior atenção de policiais com casos de violência contra mulher
A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA), em um balanço divulgado neste domingo (8), afirmou que o número de casos de violência contra mulher dentro dos circuitos do Carnaval de Salvador aumentou. Os atos foram praticados por maridos ou companheiros das mulheres. Os dados foram apresentados durante uma reunião do órgão com o Comando Geral da Polícia Militar. O defensor público Maurício Saporito pediu maior atenção da Polícia Civil com os casos atendidos pela equipe especial, com enquadramento na Lei Maria da Penha. Saporito coordena o plantão penal da Defensoria. Ele relatada que dois casos foram atendidos pela Defensoria. Uma das vítimas apresentou lesão corporal. Elas foram procurar a Defensoria para saber se os flagrantes dos agressores já tinham chegado lá, intercedente pelos mesmos. As vítimas foram atendidas pelo serviço social, que as orientou sobre o ciclo de violência que estão vivendo. “Antes os casos de violência doméstica no Carnaval aconteciam quando os maridos chegavam em casa embriagados e agrediam as mulheres. Hoje estão acontecendo dentro do circuito. Só que dentro do circuito os agressores são autuados na parte penal e as mulheres ficam sem encaminhamento para a rede de proteção”, critica o defensor público, sugerindo que a rede possa atuar também dentro dos circuitos. O delegado-chefe da Polícia Civil, Bernardino Filho, informou que foi alinhado que cada unidade do circuito teria um policial para o atendimento inicial e avaliação da circunstância em que ocorreu o fato. “Se houver uma gravidade maior e que no posto não puder ser atendido com a especialidade devida, seria encaminhada para a especializada da área no bairro", explicou Bernardino, acrescentando que vai verificar o que aconteceu neste caso específico.
