Após carta de advogados, AJUFE defende Lava Jato e atuação de Sérgio Moro
Em resposta a carta aberta de um grupo advogados com críticas à Operação Lava Jato, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) emitiu nota pública nessa sexta-feira (15) defendendo a lisura da operação e a atuação do juiz Sérgio Moro. “Aqueles que não podem comprovar seu ponto de vista pela via do Direito só têm uma opção: atirar ilações contra a lisura do processo”, diz a nota. Em manifesto publicado em alguns jornais do país nesta sexta, os advogados acusam a operação, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, de violar os direitos e garantias fundamentais dos suspeitos, além de promover “vazamento seletivo” de informações sigilosas. Eles também afirmam que as prisões têm sido usadas para obter acordos de delação premiada e sustentam a existência de uma "espécie de inquisição", em que já se sabe "qual será o seu resultado". “O manifesto desse pequeno grupo de advogados dá a entender a ideia absurda de que o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal se uniram com o propósito de manejar a opinião pública para pressionar o próprio Judiciário. Não só a história não é factível, como parece o roteiro de uma ficcional teoria da conspiração”, avalia o comunicado. Quanto às acusações de “vazamento seletivo” de informações sigilosas, a AJUFE defende que os processos judiciais são públicos, salvo nas hipóteses de segredo de justiça. “A publicidade dos processos e das decisões judiciais visa exatamente a garantir o controle público sobre a atividade da Justiça”, salienta. A associação ainda defende que a Lava Jato não “corre frouxa”, e destaca que o trabalho de investigação tem recebido o respaldo do Poder Judiciário, tendo grande parte dos seus procedimentos mantidos pelo juízo federal de 1º grau, assim como pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
