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Eliana Calmon diz não acreditar em denúncias contra Eserval Rocha no CNJ

Foto: Bahia Notícias

A ministra aposentada Eliana Calmon, ex-corregedora nacional de Justiça, afirmou não acreditar nas denúncias contra o atual presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Eserval Rocha, por influência em um processo criminal contra o filho dele, Eserval Rocha Júnior, conforme noticiado pelo Bahia Notícias em primeira mão (Clique aqui e saiba mais). A declaração da ministra foi feita ao UOL. Calmon classificou Eserval Rocha como um “homem correto”. Eserval Rocha é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça em uma sindicância proposta pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud). A ministra aposentada afirmou ainda que a relação entre os desembargadores do TJ-BA e os membros do CNJ sempre foi tensa e conflituosa. Ela mesma, enquanto corregedora realizou três inspeções no tribunal baiano, entre os anos de 2010 e 2012, quando encontrou graves problemas de gestão. Ao UOL, a ex-corregedora diz que os desembargadores “não querem que o CNJ domine lá dentro do tribunal, onde existe panelinhas e uma politicagem danada”. Desde que o CNJ foi criado, o TJ-BA tem sofrido sanções administrativas ordenados pelos conselheiros do órgão. Em 2007, o CNJ proibiu os magistrados de promoverem festas nos gabinetes com bebidas alcoólicas. Em 2008, a então presidente, desembargadora Silvia Zarif, foi impedida de comprar tapetes persas para decorar a sede do tribunal. Em novembro de 2013, o CNJ determinou o afastamento do então presidente do TJ-BA, desembargador Mario Alberto Hirs, e da ex-presidente, Telma Britto. O afastamento, requerido pelo então corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, aconteceu por ter encontrado irregularidades na gestão de precatórios, com inflacionamento de R$ 448 milhões.

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