Defensoria Pública pode processar Estado por vítimas do tiroteio no Nordeste de Amaralina
A Defensoria Pública da Bahia estuda a possibilidade de mover uma ação contra o Estado com pedido de indenização para reparar os danos sofridos pelas vítimas do tiroteio ocorrido na última terça-feira (1º), no bairro Nordeste de Amaralina. Durante a troca de tiros no bairro, Lilian de Jesus Santos, de 37 anos, morreu e mais duas crianças foram baleadas (Clique aqui). A Defensoria, a pedido da comunidade, através do Centro Social Urbano do Nordeste, está acompanhando a situação das vítimas do tiroteio. A Defensoria vai prestar assistência jurídica integral às vítimas. Os subcoordenadores da Especializada de Proteção aos Direitos Humanos, Eva Rodrigues, e da Especializada Criminal e Execução Penal, Maurício Saporito, além da defensora pública Walmary Pimentel e da ouvidora geral da Defensoria, Vilma Reis, visitaram o local e conversaram com familiares das vítimas nessa quarta (2). O grupo também conversou com o capitão Helder, responsável pela Base Comunitária de Segurança do Nordeste de Amaralina, à qual se submete a 40° Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Nordeste) - unidade onde atuam os policiais envolvidos na ação. Nesta quinta (4), o grupo se reuniu para estudar quais medidas serão adotadas para garantir os direitos das vítimas. Uma semana antes do tiroteio, a Defensoria Pública havia levado o projeto Defensoria Cidadã Itinerante para o Nordeste de Amaralina. O projeto leva orientações jurídicas e palestras sobre direitos para a comunidade.
