Sede do TRT-BA no CAB não fica pronta na próxima gestão, diz ex-presidente do TRT
A nova sede do Tribunal Regional do Trabalho na Bahia (TRT-BA) não deve ficar pronta na gestão da desembargadora Maria Adna Aguiar, nova presidente do tribunal. A informação foi dada ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (5) pelo então presidente do TRT, Valtércio de Oliveira. O desembargador, que deixou a presidência do tribunal, diz que a obra pode demorar três gestões para ficar pronta diante de sua complexidade. Ele diz que, quando assumiu a gestão do tribunal, tentou dar continuidade a obra. “O nosso primeiro ato foi conseguir junto à Caixa Econômica, que é um convênio TRT/Caixa, para fazermos um contrato aditivo, onde obtivemos mais R$ 45 milhões. Havia disponibilizado no convênio inicial R$ 320 milhões, e com os R$ 45 milhões, são R$ 365 milhões. No mês de janeiro do ano passado, abrimos a licitação para as empresas concorrerem a fim de ganhar a licitação. Não sabíamos qual poderia ganhar, mas infelizmente, ao fim do prazo da licitação, não houve nenhuma empresa licitante. Ninguém quis comprar o projeto. Houve cerca de 70 impugnações aos projetos complementares”, explica Valtércio. O projeto arquitetônico da sede do TRT no Centro Administrativo da Bahia (CAB) foi elaborado pelo arquiteto Lelé, e os projetos complementares – de engenharia – foram projetados por engenheiros. Valtércio acredita que esses projetos foram desenvolvidos por terceirizados e justamente esses projetos foram impugnados. “Nós notificamos a empresa que fez o projeto, pedindo que fosse dado a resposta a esses questionamentos para que a gente pudesse reabrir a licitação. Infelizmente, foi um período que Lelé já estava internado, na UTI, a filha dele não pode comparecer para a reunião e a empresa dele já estava desativada há mais de quatro anos. Nós criamos uma comissão, colocamos a desembargadora Ana Lúcia Bezerra a frente dessa comissão. Foi solicitado uma sala exclusiva só para discutir isso, porque é um projeto macro, não é pequeno. São oito torres redondas, interligadas por passarelas, em um terreno que tem resquício de mata atlântica, e que não podemos desmatar a qualquer custo, pois é proibido pelo Ibama. Se precisarmos podar uma arvore, tem que pedir autorização”, conta o agora ex-presidente do TRT. A desembargadora pediu dois engenheiros do quadro do TRT para trabalhar no projeto, e um engenheiro elétrico exclusivo. Entretanto, o TRT só dispõe de dois no quadro, que trabalham na implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJE) no interior do estado. O engenheiro é cedido para a comissão para fazer o projeto, e um outro foi contratado de fora do quadro.

