Valtércio de Oliveira se despede da presidência do TRT-BA com ‘saldo positivo’
O desembargador Valtércio de Oliveira passa a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) nesta quinta-feira (5) para a desembargadora Maria Adna, eleita pelo Pleno da Casa para presidir o tribunal nos próximos dois anos. Com jeito manso de falar, o desembargador recebeu o Bahia Notícias em seu gabinete para conversar sobre os desafios e conquistas de sua gestão. “Quando eu me candidatei a presidente e fui eleito, eu tinha dito aos colegas em um discurso, inclusive na posse, que estaria até o último dia lutando pelo tribunal, pela melhoria, qualidade de vida, melhoria da prestação do serviço jurisdicional, melhoria das varas, do ambiente de trabalho, e graças a Deus eu chego ao fim do mandato, com muita luta e dedicação, muito empenho, deixando um saldo positivo”, conta. Valtércio enumera as conquistas de sua gestão, como entrega de quatro novos fóruns nas cidades de Itapetinga, Ipiaú, Brumado e Paulo Afonso. Valtércio de Oliveira ainda conta que a cidade de Conceição do Coité também deverá ganhar um fórum da Justiça do Trabalho até abril do ano que vem. Em visita ao local, o desembargador constatou que a vara de Coité era pequena e recebe 3,5 mil processos por ano. Valtércio ainda diz que uma equipe foi designada para eliminar processos antigos, pois faltava espaço no local. Eram processos com mais de 15 anos quitados e foram eliminados 15 mil ações. A cidade de Euclides da Cunha também deve receber um fórum trabalhista. Entretanto, Valtércio conta que, apesar de terem conseguido um terreno e a verba para construção, a crise econômica que o país atravesse, fez com que o tribunal tivesse um corte em seu orçamento de R$ 24 milhões, e a verba para construção do fórum, conseguida através da bancada baiana no Congresso, foi contingenciada. Feira de Santana também vai ganhar um novo fórum. O prefeito Zé Ronaldo doou um terreno de cinco mil metros quadrados para construção da Justiça do Trabalho. “O prédio atual está muito pequeno para o volume de processos que tem em Feira de Santana. Ele foi construído para abrigar três varas, mas tem seis atualmente. As pessoas ficam espremidas igual sardinha em lata. O advogado não tem uma sala para ficar, sem estrutura. É uma luta que travei no Congresso pela Justiça do Trabalho. Sempre disse aos senadores e ministros do TST que não queria luxo, só queria dignidade para abrigar as partes, o reclamante, o reclamado, os advogados, servidores e magistrados. Isso nós conseguimos. Em vários prédios do interior, onde o calor é intenso, o juiz tem seu gabinete, a sala de audiência com ar condicionado, mas as partes ficam em um saguão, com sol batendo o dia inteiro e um calor intenso. Em Barreias é um calor insuportável. Assim como em Brumado e Bom Jesus da Lapa, em Guanambi, Jequié, Candeias. Nós fizemos a climatização do ambiente para os jurisdicionados”, conta Valtércio.

