Ministra do CNJ avalia Regime Especial como ‘marco na história do Judiciário’
A corregedora Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, parabenizou o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) pelo Regime Especial de Trabalho, que em cinco meses encerrou mais de 840 mil atos praticados em 81 unidades judiciais. “A Bahia deu um exemplo nacional de quando se tem idealismo e altruísmo, com pessoas envolvidas e motivadas, pode-se resolver os problemas da Justiça. Nunca vi nada parecido nos meus 40 anos de magistratura”, avaliou, durante visita ao Acordo Legal, mutirão que ocorre na Arena Fonte Nova e integra o Programa Nacional de Governança Diferenciada das Execuções Fiscais. Segundo Andrighi, a experiência será levada para outros estados e, na Bahia, o grupo de trabalho deve atuar também no interior para desafogar as comarcas. Questionada sobre um levantamento do próprio CNJ, que aponta o TJ-BA como o pior tribunal do país em questão de produtividade, a ministra informou que a avaliação se referia a outro momento. “Aquela estatística não se refere a 2015. Foi feita no final de 2013, início de 2014. Eu penso que a Bahia demonstrou que pode estar em primeiro lugar quando se quer fazer a diferença no Judiciário. Produzir, em menos de 90 dias úteis, mais de 860 mil atos processuais, é um exemplo que marca a história”, concluiu.
