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Justiça do RS nega liberdade de uma das acusadas da morte de Bernardo Boldrini

Foto: Reprodução / G1
A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido da defesa de Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo Boldrini. As duas são acusadas de participação na morte da criança, ocorrida em abril de 2015. Além das duas, o irmão de Edelvânia e o pai do menino também estão presos desde o ocorrido e respondem por crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A decisão é da juíza Sucilene Engler Werle, da 1ª Vara Judicial do Foro de Três Passos, no Norte do RS. A magistrada considerou que não "há elementos capazes" para a revogação da prisão preventiva. "A acusada já foi, inclusive, pronunciada pela prática delitiva a ela imputada, considerando que há indícios suficientes da materialidade delitiva e autoria", explicou ela, que considera, também, a prisão necessária para evitar que testemunhas tenham receio de depor no processo. A defesa de Edelvânia solicirou que Edelvânia fosse julgada em um processo separado dos demais réus, o que também foi negado, pois a magistrada argumentou que a divisão "não se afigura conveniente" porque as provas contra os quatro acusados são as mesmas. O advogado de defesa informou que não recorrerá da decisão. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan. Graciele e Edelvânia teriam dado o remédio que causou a morte do garoto e, depois, teriam recebido a ajuda de Evandro para enterrar o corpo em um matagal de Frederico Westphalen, cerca do 80km da cidade que a família residia.

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