Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Eleições OAB-BA: Viana nega que reeleição seja por vaidade, mas para evitar ‘retrocesso’

Por Cláudia Cardozo

Foto: Jasio Velazquez
Enaltecendo que faltou cadeira para todos os presentes, o candidato a reeleição a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Luiz Viana, deu início ao seu discurso oficial de lançamento de chapa na noite desta quarta-feira (14), na Associação Comercial da Bahia. Para Luiz Viana, o fato de o local estar lotado é um sinal de reconhecimento do que sua gestão fez em três anos. Muito antes de seu discurso ter início, colegas de chapa fizeram discursos elogiosos a sua gestão. A decoração do local já deu o tom do peso da campanha de Luiz Viana, que pode ser comparada aos mesmos moldes de uma campanha partidária eleitoral. Viana pontuou que a mudança que a chapa Mais OAB desenhou a três anos “ainda não se completou, porque essa travessia que nós começamos não se findou, porque há muito mais para ser feito”. Luiz Viana também afirmou que “do ponto de vista eleitoral”, seu nome precisa estar à frente das peças da campanha, mas que, “do ponto de vista político, não”. “Este não é um projeto de Luiz Viana. Este é um projeto coletivo de muitos, centenas, talvez milhares de advogados e advogadas, e que nós, que estamos na chapa, fomos chamados para realiza-lo”. Viana diz que ser candidato à reeleição a OAB “não faz parte de uma vaidade”, mas é “parte da firme convicção de que esse projeto que nós apostamos não pode ter retrocesso, e, diante das circunstâncias, eu estarei ombro a ombro com os colegas nessa instituição”.  A declaração foi dada diante de uma cobrança que ele vem sentido sobre sua candidatura, pois em 2012, ainda como postulante ao cargo, Viana declarou que não sairia candidato a reeleição. “Eu não sou candidato à reeleição por apego ao poder. Sou candidato à reeleição por um projeto, para defender princípios e bandeiras, junto com os colegas que compõe a chapa”, reiterou.


Viana ressaltou o trabalho da OAB na defesa das prerrogativas dos advogados e que o papel da instituição tem sido de exigir que se cumpra a lei. Sobre a crise do Judiciário, que em sua visão é “sistêmica”, Viana voltou a declarar que só conhece os problemas do Judiciário baiano é quem advoga na Bahia. “Só quem advoga todo dia sabe que não funciona, e nós ficamos tentando a achar formas para fazer funcionar”, afirmou o presidente. Um dos pontos de sua gestão que ele destacou foi o trabalho desenvolvido junto aos jovens advogados, através do Conselho Consultivo, mas disse que ainda precisa fazer mais. Também se declarou contra a cláusula que impede a participação de advogados com menos de cinco anos de profissão nas eleições da OAB. Sobre sua chapa e o resultado da corrida eleitoral, o candidato a reeleição disparou: “Vamos ganhar as eleições por termos as melhores propostas, com a melhor chapa”. Também disse que é “salutar” que outros advogados se lancem como candidatos a disputa da presidência da Ordem. Ao final de seu discurso, Viana confessou gostar de arrocha, e fez a confissão, pois, na eleição de 2012, teria sido taxado de “elitista”. Entretanto, não foi com uma música de Pablo, ou no estilo sofrência que ele finalizou o seu discurso. Foi citando a música “Wind of Change”, da banda Scorpions, que ele falou sobre o “vento da mudança” e encerrou sua fala.

Compartilhar