Sindicatos acusam TJ de não chamar entidades para discutir redução de 'penduricalhos'
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Antônio Jair, coordenador do Sintaj | Foto: Reprodução/Facebook
Jair diz que o sindicato ainda vai analisar a proposta de transformar os benefícios em uma parcela única, em forma de subsídio, para ver os prós e contras. Em uma primeira avaliação, os servidores mais antigos podem ser prejudicados na visão do Sintaj, e que os servidores que ingressaram no quadro do TJ podem ser beneficiados, em um primeiro instante. Entretanto, o sindicalista diz que, a medida em que os anos forem passando, eles também serão afetados, por ser um plano que engessa o crescimento profissional. Sobre os argumentos apresentados de que a medida gerará uma economia para os cofres públicos, Antônio Jair diz que, ao adotar medidas administrativas e orçamentárias, o tribunal “só visa aos cofres públicos”. “Só que nós entendemos que o caso deve ser analisado como um todo. Somos servidores do TJ. A vida financeira do servidor tem que ser levada em consideração. Não só o benefício para administração”, pontua. O Sintaj ainda vai analisar se há inconsistências jurídicas no plano, e que se houver, vai interpor ações para barrar o texto.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud) em nota, afirma que também não foi chamado para o debate da proposta e nem das alterações apresentadas. “A Diretoria Executiva do Sinpojud está reunida com assessores jurídicos e técnicos contábeis, mas já adianta que se posiciona contrária a esse PL, que fere direitos já garantidos constitucionalmente”, diz o texto. A entidade ainda critica a gestão de Eserval Rocha, que “há muito vêm sendo criticado pela categoria, pois na medida em que atribui aos servidores a responsabilidade da oneração orçamentária na folha do TJ-BA, não paga direitos já garantidos, cria novas varas e câmaras, além de tolhi os servidores de qualquer manifestação contrária aos atos ditatórios e antidemocráticos do presidente”. O texto ainda será analisado pela Comissão de Reforma Judiciária do TJ, e posteriormente será votado no Pleno do tribunal antes de seguir para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).