Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Colégio de Presidentes da OAB repudia postura de Gilmar Mendes em sessão do STF

Foto: Reprodução
A postura do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a sessão plenária desta quarta-feira (16) foi criticada pelo Colégio de Presidentes de Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil. Para os presidentes das seccionais da OAB, a postura do ministro foi “grosseira, arbitrária e incorreta” quando abandonou o plenário diante de esclarecimento prestado pelo representante da Ordem, durante o julgamento da ação que questiona a inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas políticas. O Colégio de Presidentes repudia “os ataques grosseiros e gratuitos, desprovidos de qualquer prova, evidência ou base factual, que o ministro Gilmar Mendes fez a Ordem dos Advogados em seu voto sobre o investimento empresarial em campanhas eleitorais, voto vista levado ao plenário somente um ano e meio depois do pedido de vista”. Para a OAB, “comportamentos como o adotado pelo ministro Gilmar Mendes são incompatíveis com o que se exige de um magistrado, ferindo a lei orgânica da magistratura e estão na contramão dos tempos de liberdade e transparência”. O Colégio de Presidentes destaca que os tempos são outros e a voz altiva da advocacia brasileira, “que nunca se calou, não será sequer tisnada pela ação de um magistrado que não se fez digno de seu ofício”. O Colégio de Presidentes pontua que a postura do ministro é um desrespeito às prerrogativas dos advogados e um “ato de agressão à cidadania brasileira e merece a mais dura e veemente condenação”. “O ato de abandono do plenário, por grotesco e deselegante, esse se revelou mais um espasmo autoritário, característico de alguns juízes que insistem em refletir uma postura desconectada da democracia, perfil que nossa população, definitivamente, não tolera mais”, finaliza o comunicado.

Compartilhar