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STF: servidores acusam falta de transparência em negociação de nova proposta salarial

Lewandowski estaria faltando com transparência | Foto: Angelino de Jesus
Os servidores do Judiciário Federal não se mostraram nada contentes com a notícia das negociações entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e a presidente Dilma Rousseff para uma nova proposta de reajuste nos salários da categoria. Eles repudiaram o possível acordo e votaram, em assembleia na última sexta-feira (7), por continuar a pressão junto ao Senado para derrubar o veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar 28 (PLC 28), que aumenta os vencimentos dos serventuários federais em até 78,56%. De acordo com informações de bastidores, Lewandowski teria afirmado que é preciso avaliar uma melhor proposta de reajuste tanto para a categoria quanto para o governo, que aperta os cintos nos gastos em tempos de ajuste fiscal. No novo projeto, o aumento seria menor do que o esperado pela categoria, prevendo um reajuste de 41%, dividido em quatro anos. O STF afirmou que lutaria para aumentar o índice para 46%. Francisco Filho, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal (Sindjufe), criticou as negociações, que, segundo ele, são feitas “às escuras” e com “transparência zero”. ”Nesse momento, o STF vem trabalhando junto ao governo para apresentar outra proposta, mas sem diálogo com os trabalhadores, atropelando a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata sobre a liberdade sindical e o direito à negociação coletiva e a Recomendação 159 também da OIT”, acusou. A proposta de 41% de aumento nos salários não agradou aos serventuários. “Não podemos deixar o Supremo impor a nós um reajuste que não compõe nem metade das nossas perdas”, conclamaram os servidores.

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