Promotorias de Assistência: Ampeb quer transparência em redimensionamento
A presidente da Associação dos Membros do Ministério Público da Bahia (Ampeb), Janina Schuenck, quer que o procurador-geral de Justiça, Márcio Fahel, democratize o debate sobre o redimensionamento das Promotorias de Assistência de Salvador. Na última quinta-feira (6), Márcio Fahel encaminhou ao Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a proposta que transforma as 51 Promotorias de Justiça de Assistência da Capital em Especializadas. A proposta estabelece que serão 32 da área Criminal, 10 da Cidadania, quatro da Infância e Juventude, três de Proteção da Moralidade Administrativa, uma do Meio Ambiente e uma do Consumidor. O redimensionamento das Promotorias de Assistência começou a ser discutido após um ato do procurador-geral de Justiça, no final de 2014, quando promotores que atuavam no Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam) foram removidos sem prévia comunicação. De acordo com o MP, a medida corrigirá “uma situação de insegurança jurídica vivenciada pelos promotores de Justiça em atuação nas Promotorias de Justiça de Assistência e que, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, deveria ter sido modificada”. Uma comissão foi instituída para fazer um diagnóstico da situação das promotorias de assistência e recebeu propostas de promotores e procuradores de Justiça, no prazo de 75 dias. O MP afirma que o documento foi norteado “pela premissa de que nenhum promotor de Justiça, titular de quaisquer dos órgãos de execução na capital, ficaria sem a garantia da titularidade em área de atuação específica, em respeito aos princípios constitucionais que regem a matéria, como os da unidade e indivisibilidade do Ministério Público, e aos princípios da eficiência na Administração Pública e do promotor natural”.
Janina Schuenck | Foto: Ampeb
