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Servidores do Judiciário protestam em frente ao Shopping da Bahia por reajuste salarial

Por Cláudia Cardozo

Foto: Sindjufe-BA
Os servidores do Poder Judiciário Federal na Bahia realizam um protesto na manhã desta segunda-feira (29), em frente ao Shopping da Bahia, para chamar a atenção da sociedade e das autoridades políticas para o problema que a categoria enfrenta a quase noves anos: as perdas salariais. Desde o último dia 16, os servidores dos tribunais regionais do Trabalho, Eleitoral, da Justiça Federal e Militar na Bahia, estão em greve, reivindicando o reajuste salarial. O sindicato representa cerca de cinco mil servidores no estado. O representante do Comando de Greve do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe-BA), Rogério Fagundes, afirmou que o governo apresentou uma proposta que “não repõe nem a inflação dos anos vindouros” e que os termos apresentados, de parcelar o reajuste, “engessa” o aumento salarial da categoria nos próximos quatro anos.  Foi apresentada uma proposta de reajuste de 21,3% para os servidores do Judiciário, dividido em quatro parcelas anuais, entre 2016 e 2019, sendo 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018, 4,5% em 2019, calculado com base na inflação.Os servidores baianos rejeitaram a proposta. Diversos atos estão previstos para esta segunda-feira, a fim de pressionar o Congresso a votar o Projeto de Lei Complementar (PLC) 28/2015, que tramita no Senado, que versa sobre o reajuste da categoria. O presidente do Senado, senador Renan Calheiros, afirmou que colocaria o PLC em votação ainda nesta segunda. Para Fagundes, esse é o pior momento na história que os servidores enfrentam. Ele diz que o comando de greve já conversou com os senadores baianos. “Nós conversamos com todos os senadores baianos. Os senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata se posicionaram a favor. Mas o senador Otto Alencar disse que não tem posição do projeto. Isso é um absurdo, pois é um projeto antigo, que já passou por todas as comissões do Senado. O senador coloca a questão da crise para justificar a sua não posição”, afirma. Segundo o integrante do comando de greve, o governo promoveu um descaso com a categoria nesse tempo. “Nós não concordamos com esse argumento. Eles não têm nem moral de fazer, porque eles tiveram um grande aumento esse ano. Eles não podem imputar a nós a causa de uma crise econômica que a gente não causou. A crise é do sistema capitalista, não só daqui, mas no mundo. Nós somos servidores qualificados, preparadíssimos, e todos sabem do comprometimento dos servidores federais. O servidor precisa ser valorizado, para que a prestação do serviço seja qualificada”, desabafa.

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