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Comissão discute impactos da Via Metropolitana em comunidade quilombola

Foto: DP-BA
Os impactos sócias e ambientais que poderão ocorrer na comunidade quilombola Quingoma, em Lauro de Freitas, serão analisados por uma comissão formada por lideranças comunitárias, representantes da Defensoria Pública da Bahia, Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), Concessionária Bahia Norte, Fundação Palmares, Incra, Iphan, CDA, Inema e Câmara de Vereadores. A comissão ainda vai analisar eventuais desapropriações que poderão ocorrer no Quingoma. A comunidade remanescente de quilombolas será uma das afetadas pela construção da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, que deverá ligar a rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) à Estrada do Coco (BA-099). A comissão foi criada durante a audiência pública promovida pela Defensoria na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (13). Os moradores do quilombo rejeitam o licenciamento dado pelo Inema para o início das obras e refuta a tese da Bahia Norte de que as obras não trarão impactos financeiros para a comunidade, e que a via gerará empregos, melhorará o acesso das pessoas que precisam utilizar a Linha Verde. A possibilidade de elaboração de novo traçado fora da localidade não foi descartada pelos representantes da concessionária. Antes, porém, a área deverá ser demarcada para que a empresa saiba exatamente qual é a poligonal da comunidade. O defensor público Gilmar Bittencourt propôs a formação de um grupo responsável pelas negociações a serem feitas a partir de agora, maior participação de outras secretarias estaduais, e não apenas da Seinfra, com foco na resolução do conflito e transparência nas ações a serem desenvolvidas, sobretudo às comunidades que serão afetadas com as obras. Além do quilombo de Quingoma, o projeto atingirá as comunidades do Capelão, Parque São Paulo e Catu de Abrantes. Um novo encontro, desta vez na própria comunidade, foi marcado para a próxima terça-feira (19) com a presença da Defensoria e demais integrantes da comissão. A nova via foi orçada em R$ 220 milhões, com previsão de conclusão em 18 meses.

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