Defensoria quer implantar audiências itinerantes para atender presos em delegacias
A Defensoria Pública da Bahia, em parceria com o Tribunal de Justiça (TJ-BA) e Ministério Público (MP-BA), vai promover audiências itinerantes para acelerar o atendimento, analisar processos e fazer defesas de presos provisórios custodiados em delegacias da região metropolitana de Salvador e do interior do estado. De acordo com o defensor público geral, Clériston Macêdo, a previsão é que as audiências sejam iniciadas ainda neste mês de maio, para atender todos os custodiados das delegacias dos municípios que serão escolhidos. A declaração foi feita nesta quarta-feira (6), durante a reunião do Comitê Gestor do programa Pacto Pela Vida. A escolha dos municípios que participarão do projeto Audiências Itinerantes vai levar em consideração aspectos como o alto número de Crimes Violentos Letais Intencionais e a quantidade de presos provisórios existentes naquela localidade. O objetivo, segundo o defensor público geral é colaborar para minimizar o problema da superlotação nas delegacias e da falta de policiais civis nas ruas, contribuindo para a paz social. "Ao começarmos as audiências, reduzimos a possibilidade de estes números aumentarem e garantimos uma situação próxima àquela que consideramos adequada nas delegacias", afirma Clériston. De acordo com o balanço apresentado na reunião, a Região Integrada de Segurança Pública (RISP) da região metropolitana de Salvador concentra o maior índice de crimes violentos letais, com 34%, superando a RISP Salvador, que tem 33,8%. Na reunião, o governador Rui Costa afirmou que os prefeitos precisam estar envolvidos no mesmo objetivo, para interiorizar as ações sociais e de segurança pública promovidas pelo programa estadual Pacto Pela Vida. Os prefeitos das cidades de Camaçari, Ademar Delgado, de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, e de Simões Filho, Eduardo Alencar, que participaram da reunião, comprometeram-se em colaborar localmente no apoio/desenvolvimento de projetos e iniciativas que ajudem a reduzir o número de crimes letais e promovam ações de cunho educativo e social. Os três gestores também conversaram com o defensor público geral e sinalizaram a intenção de marcarem reuniões para estabelecerem possíveis parcerias com a instituição.
