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Defensoria se reúne com comunidades quilombolas para discutir Via Metropolitana

Foto: Defensoria Pública do Estado da Bahia
Representantes da Defensoria Pública da Bahia e das comunidades quilombola Quingoma, Areal e parte de Itinga, em Lauro de Freitas, realizaram no último domingo (12) uma reunião para discutir ações que impeçam a retirada de moradores que serão afetados pela construção da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas. O projeto da nova rodovia prevê um percurso de 11,2 km, composta de duas faixas por sentido de tráfego, ligando CIA-Aeroporto à Estrada do Coco. No próximo dia 13 de maio, a Câmara Municipal de Lauro de Freitas deve realizar uma audiência pública para identificar os possíveis danos do projeto à comunidade do Quingoma. Para lideranças locais, a construção pode atingir também outros bairros, como o do Areal, além de parte de Itinga e outros espaços. Segundo o vídeo oficial produzido pela Secretaria de Comunicação (SECOM) para divulgar a construção da Via Metropolitana, "todas as exigências e necessidades de caráter social e ambiental serão atendidas durante a execução do projeto, como forma de contribuir para o desenvolvimento sustentável da região, com o olhar voltado para o futuro". Para o defensor Gilmar Bittencourt, da 5ª Defensoria Pública de Lauro de Freitas, que acompanha o caso, “há muito que se questionar na obra, pois o custo é muito alto para construir um pequeno desvio, quando existem outras alternativas”. Bittencourt também já oficiou a superitendência da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), Conselho Estadual das Cidades (CONCIDADES-BA) e a Fundação Cultural Palmares (FCP), buscando informações sobre o projeto, e aguarda respostas. Um representante do Conselho de Comunicação e Políticas Públicas da Metrópole de Salvador (COMPOP) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) também está acompanhando o processo.

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