Em greve desde fevereiro, servidores do MPF-BA pedem audiência com Rodrigo Janot
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público (Sinasempu) protocolou nesta quinta-feira (12) mais um pedido de audiência com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para discutir as reivindicações da categoria. Os servidores do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) estão em greve desde o último dia 6 de fevereiro. Desde então, os servidores aguardam uma audiência com Janot. O quantitativo mínimo de 30% dos servidores foi mantido para os serviços considerados essenciais, como saúde e segurança. A greve foi deflagrada em 18 estados do país e no Distrito Federal. A categoria protesta contra as perdas inflacionárias superiores a 50% desde 2006, quando foi aprovado o último plano de cargos e salários. Os servidores também reclamam que, enquanto os servidores sofrem com sucessivos cortes orçamentários promovidos pelo Governo Federal, procuradores conseguiram, recentemente, aumento nos seus subsídios, além de outros benefícios como o auxílio-moradia. O sindicato ainda tem que os desdobramentos da Operação Lava Jato dificulte a inclusão dos recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o reajuste dos servidores. De acordo com Anália Freitas, membro da comissão de mobilização na Bahia, não é justo que haja retaliação dos servidores em consequência da legítima atuação do Ministério Público. “Após análise do orçamento do MPU feita por alguns colegas, sabemos que os recursos necessários para a recomposição inflacionária existem, mas sua inclusão na LOA depende de acordo político.”, afirma. Para o orçamento de 2015, a administração do MPU conseguiu mais de 1 bilhão de reais em emendas parlamentares para reforma, construção e ampliação de sedes, mas nada foi conseguido para a aprovação do Projeto de Lei 7919/2014, que contem o plano de cargos e salários dos servidores.
