Estudante diz que fala em audiência pública da OAB-BA foi 'a favor da vida'
Em matéria publicada na última quinta-feira (26), intitulada “’Vocês podem os nomes dos 12 mortos no Cabula?’, questiona estudante na OAB-BA”, o Bahia Notícias mostrou uma entrevista com a estudante Nívia de Souza, do Bacharelado Interdisciplinar em Artes, da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Na ocasião, Nívea fez um discurso acalorado na audiência pública realizada pela Ordem dos Advogados Brasil – Seção Bahia, para discutir as 12 mortes decorrentes de uma ação policial feita no bairro do Cabula. A estudante enviou nota de esclarecimento ao Bahia Notícias na qual fala sobre a matéria em que é citada. "Gostaria de esclarecer que a notícia transmitida com o meu nome não foi o meu discurso na OAB, mas sim uma entrevista feita ao final da audiência pública, a qual respondi 3 perguntas. Gostaria também de ratificar o que sempre falo: Violência não combate violência, mas a Educação e execução dos Direitos combate violência, reformulação dos princípios sociais. Ora, não represento a PMBA, assim como vários grupos sociais. Expus minha opinião. Em meu discurso na OAB falei sobre Educação e Segurança. Falei sobre dar nome as vítimas da violência, e não números. Violência vivida por ambas as partes. Não sou a favor da morte, sou a favor da vida e execução dos Direitos que temos, assim como cumprir e questionar os deveres. Muitas vezes interpretamos como problema, aquilo que na verdade é a consequência do mesmo. Acrescento meus sinceros pêsames a todas, todas, as famílias que perderam ente queridos de uma forma não natural. Meus sentimentos também a todos que acham que a saída mais simples é matar uma geração que muitas vezes está perdida, mas que pode se encontrar e se recuperar, a esses desejo livros de história. E uma pura reflexão da Escravidão."
