Servidores do MPF e do MPT na Bahia paralisam atividades por melhores salários
Os servidores do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia paralisaram as atividades desde a última sexta-feira (6) para reivindicar por reposição inflacionárias superiores a 50% que a categoria perdeu desde 2006, quando foi aprovado o último Plano de Cargos e Salários. Na Bahia, a greve atinge as cidades de Alagoinhas, Barreiras, Campo Formoso, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jequié, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista, além das Procuradorias do Trabalho em Itabuna e Santo Antônio de Jesus. Com a paralisação, deflagrada por tempo indeterminado, o trabalho das instituições será reduzido e poderá ter impacto na defesa da ordem jurídica e dos direitos e interesses da coletividade, além do combate ao trabalho escravo e infantil, ao mau uso do dinheiro público e à corrupção. Nesta terça-feira (10), os servidores que participam da paralisação vão se reunir no Corredor da Vitória, na sede do MPT, para seguir em caminhada como protesto. A paralisação é nacional, liderada pelo Sindicato Nacional dos Servidores Ministério Público da União (MPU) e do Conselho Nacional dos Membros do Ministério Público (CNMP). Na Bahia, não há diretoria regional do sindicato, mas uma Comissão de Mobilização foi formada para aderir ao movimento nacional.

