Justiça revoga prisão de farmacêutica acusada de matar turista italiana
A Justiça do Ceará revogou a prisão temporária da farmacêutica Mirian França de Melo, presa há duas semanas por suspeita de envolvimento na morte da italiana Gaia Barbara Molinari. A decisão foi tomada nesta terça-feira (13) pelo juiznJosé Arnaldo dos Santos Soares, da Comarca de Jijoca de Jericoacoara, no Ceará. eita de envolvimento na morte da italiana Gaia Barbara Molinari. Mirian não poderá deixar o estado do Ceará pelo prazo de 30 dias, tempo que deverá durar as investigações. O corpo da turista foi encontrado na praia de Jericoacoara no dia de Natal. A farmacêutica foi presa no dia 29 após, se contradizer no depoimento prestado à polícia. O pedido de revogação da prisão foi feito pela Defensoria Pública do Ceará. A Defensoria alega que não existem razões fundamentadas que comprovem autoria ou participação da carioca no crime e que as contradições apresentadas em depoimento não seriam suficientes para a prisão e que a jovem estaria disposta a permanecer no estado até o término das investigações. Em parecer, o Ministério Público se manifestou favorável ao pedido de revogação da prisão. O juiz considerou que a investigada tem profissão definida, endereço fixo e não tem antecedentes criminais. “Após detida análise dos autos, vejo que a prisão da requerente exauriu sua finalidade, não se mostrando mais imprescindível às investigações, sobretudo porque é possível a aplicação de outra medida cautelar menos gravosa, mas que atingirá a mesma finalidade, em atenção ao princípio da proporcionalidade”, escreveu. A prisão gerou protestos por parte de pessoas ligadas ao movimento negro e de Direitos Humanos. Mais de 6,4 mil pessoas pediram, via Facebook, a soltura de Mirian, que é doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
