Igreja é condenada a indenizar técnico de informática por chamá-lo de 'cabeça de galinha'
A Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp) foi condenada a indenizar um técnico de processamento de dados, em R$ 5 mil, por chamá-lo de “cabeça de galinha”. O técnico de informática era funcionário da igreja. O apelido foi dado pelo chefe do profissional. A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação tomada anteriormente pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS). O autor da ação buscou reparação pelo assédio moral que sofria nas reuniões com funcionários do setor. Na petição, ele afirma que era xingado e se sentia ofendido com o tratamento que recebia do chefe. Em sua defesa, a Celsp negou que tenha submetido o empregado a situações de constrangimento e ofensas. A ação começou a tramitar na 1ª vara do Trabalho de Canos, no Rio Grande do Sul, onde foi dado provimento parcial ao pedido. Entretanto, havia sido afastado o pedido de indenização por danos morais. No recurso ao TRT, foi constatado que a empresa extrapolou os limites com o tratamento desrespeitoso. A Comunidade Evangélica recorreu para o TST, que não aceitou o recurso e confirmou a decisão do TRT.
