OAB-RJ inicia ações sobre caso da servidora condenada a pagar R$ 5 mil
A defesa de Luciana Tamburini, agente da Lei Seca que foi condenada a pagar uma indenização de 5 mil reais ao juiz João Carlos de Souza Corrêa por dizer que ele “não é Deus” vai recorrer em duas frentes, segundo O Globo. A advogada que está defendendo o caso, Tatiana Tamburini, que também é irmã da autora, vai apresentar embargos de declaração no Tribunal de Justiça (TJ) e um recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A advogada vai dar ênfase no argumento de que os desembargadores da 14ª Câmara Cível que se basearam apenas nos depoimentos dos policiais que prenderam Luciana. “O que é chocante é que os desembargadores se basearam no depoimento de policiais que não acompanharam a blitz, nem a discussão que tive com o juiz. Os policiais chegaram lá às 3h, chamados por ele, para me levar presa à delegacia” contou a agente, que afirmou que passou cerca de 7 horas na delegacia. A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro vai entregar, na próxima semana, o pedido de investigação da conduta do juiz João Carlos de Souza Corrêa ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Corregedoria do Tribunal de Justiça.
