Irã quer banir o uso do WhatsApp, Viber e Tango do país
O sistema judicial iraniano lançou na última terça-feira (23) um ultimato ao governo para que proíba aplicativos como WhatsApp, Viber e Tango, num ato que poderá significar o aumento das restrições do uso da Internet no país. O Irã tem como política filtrar os conteúdos na Internet, o que torna redes sociais populares, como Facebook, Twitter e Youtube, inacessíveis, só sendo possível o uso dessas redes através da utilização de 'softwares' ilegais. "Depois da ordem dada pelo chefe do sistema judicial do Irã, o Viber, Tango e WhatsApp, o Ministério das Telecomunicações tem agora um mês para tomar medidas técnicas para banir e monitorizar", disse o 2º homem da hierarquia judicial, Mohseni-Ejeie, numa carta enviada ao ministro das Telecomunicações, Mahmud Vaezi. Mohseni-Ejeie criticou as "mensagens contra o fundador da república islâmica (ayatollah Khomeini)” que têm circulado recentemente, em larga escala, nas redes do Viber, Tango e WhatsApp". A carta foi publicada no Irã por várias agências de notícias locais, apontando que as mensagens trocadas são "criminosas". As autoridades já censuram o Facebook, o Twitter e o Youtube, e monitoram milhões de sites de caráter político ou sexual. O presidente iraniano, Hassan Rohani, tem demonstrado abertura em relação à liberdade das redes sociais no país. Recentemente, Teerã tomou a decisão de acelerar as licenças para o uso da tecnologia móvel 3G para duas empresas iranianas, que foi vista como o primeiro passo para tornar o acesso à Internet mais fácil. Porém, a decisão causou controvérsia entre os clérigos conservadores. Com informações do site Notícias ao Minuto de Portugal.
