Anistia Internacional relata dados sobre protestos na Copa
A Anistia Internacional divulgou nesta terça-feira (1º) um balanço parcial sobre protestos e repressão policial no Brasil durante a Copa do Mundo. O relatório descreve oito casos de repressão a manifestantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. A entidade de defesa dos direitos humanos também relatou casos de violência e cerceamento ao trabalho de sete jornalistas, em São Paulo, no Rio e em Belo Horizonte – além do uso de armas de fogo por policiais em São Paulo e no Rio. A Anistia cobra que policiais flagrados usando força abusiva sejam punidos e que o direito à manifestação e a liberdade de imprensa sejam respeitados. O fato de a Fifa não ter autorizado agentes da Defensoria Pública do Rio de Janeiro de ingressar no estádio do Maracanã para prestar assistência jurídica e prevenir violações de direitos durante jogos também recebeu críticas da Anistia. Segundo Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, três aspectos resumem a situação até agora: 1) o posicionamento claro das autoridades contra novas leis que regulem protestos, postura que ele elogia; 2) o uso de força que ele considera exagerada pelas forças de segurança; e 3) a violência, que acaba colocando em risco tanto os manifestantes como os agentes de segurança e o patrimônio. Informações do Estadão.
