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Suprema Corte dos EUA pode fazer jornalista revelar fonte

Foto: Alex Menendez / UCB Graduate School of Journalism / Courtesy
A Suprema Corte americana rejeitou recurso do repórter do "New York Times" James Risen para não testemunhar no julgamento de uma possível fonte, o ex-agente da CIA Jeffrey Sterling. Risen defende que ele tem o direito de proteger a identidade de seu informante, mesmo que tenha sido convocado a depor, e prefere ser preso a ter que testemunhar. A suspeita é que Sterling tenha vazado dados sigilosos para o jornalista, que os divulgou no livro "State of War: The Secret History of the CIA and the Bush Administration" ("Estado da Guerra: A História Secreta da CIA e do governo Bush", em tradução livre). A publicação detalha como a CIA tentou desmantelar o programa nuclear iraniano. A Suprema Corte não comentou a decisão, apesar de jornalistas defenderem que isso é uma grave violação à liberdade de imprensa. Apesar de Risen correr risco de ser preso caso se negue a testemunhar, o secretário da Justiça americano, Eric Holder, disse, na semana passada, que isso seria muito improvável. "Enquanto eu for secretário da Justiça, nenhum repórter vai para a cadeia por fazer seu trabalho", disse Holder. Informações da Folha de S. Paulo.

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