Após linchamento, advogado pede punição para mau uso da internet
A morte da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, linchada após ser apontada como suposta sequestradora de crianças, reforçou a importância de se definirem limites para os materiais publicados na internet. Para o advogado da família da vítima, Airton Sinto, o Congresso Nacional deveria aprovar uma lei que puna os casos de má utilização das mídias sociais que resultem em crimes contra a integridade física. “Fabiane morreu em virtude, principalmente, da leviandade do administrador da página [Guarujá Alerta] que disseminou falsos boatos e alarmou toda a comunidade de Morrinhos [bairro onde Fabiane morava com o marido e as duas filhas]”, acusou o advogado à Agência Brasil. Sinto argumenta que a tragédia irreversível, mas deve gerar o debate sobre a questão. Ele disse estudar a possibilidade de pedir a prisão temporária do administrador, por destruição de provas e intenção de prejudicar a investigação policial – o responsável pela página “Guarujá Alerta” excluiu as publicações que podem ter levado ao crime. Confundida com a suposta sequestradora, Fabiane foi agredida no último sábado (3) por dezenas de pessoas e deixada inconsciente, até a chegada de policiais militares. A dona de casa morreu na manhã dessa segunda-feira (5), depois de dois dias internada em UTI.
