Em julgamento, vizinhos falam sobre desespero de Pistorius
Após quase 20 dias de recesso, o julgamento de Oscar Pistorius pela morte da modelo Reeva Steenkamp recomeçou nesta segunda-feira (5). Convidados pela defesa, dois vizinhos relataram o desespero do atleta ao matar a namorada. Johan Stander e sua filha Carice Viljoen já haviam sido ouvidos pelo tribunal, mas foram novamente convocados pela defesa. Stader relatou ter recebido um telefonema do atleta, que pedia socorro após o crime. "Johan, por favor, venha a minha casa. Eu atirei em Reeva, pensei que ela era um invasor. Por favor, venha rápido", teria dito Pistorius ao telefone. Já Viljoen disse que acordou de madrugada com os gritos e viu sangue por todos os lados. Quando o atleta subiu para pegar a identidade da namorada, ela o seguiu por temer que ele cometesse suicídio. "Não é algo que eu queira passar novamente. A expressão em seu rosto, a expressão de dor, a expressão de arrependimento. Ele estava chorando, rezando. Pedia a Deus para a ajudá-lo", contou Stander. As duas testemunhas também relataram que, após a chegada do serviço de emergência e da polícia, muitas pessoas entraram e transitaram pela casa. Vizinhos, amigos, policiais à paisana e fardados passaram pelo local do crime sem qualquer controle, o que reforçaria a tese da defesa de que evidências cruciais teriam sido adulteradas. Informações do UOL.
