Justiça rejeita novo laudo de Suzane Richthofen por ser ‘parcial’
A Justiça de São Paulo vai desconsiderar o novo exame criminológico sobre Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em 2002 na capital. A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, de Taubaté, ainda não decidiu sobre a progressão de regime da presa para o regime semiaberto, mas informou nesta quarta-feira (30) que o laudo não será mais levado em consideração. A magistrada alegou que o documento criminológico foi parcial, baseado em prejulgamento e feito sem ao menos entrevistar Suzane.
Na última quarta (23), um exame criminológico concluiu que a condenada não estava apta a ganhar o benefício da progressão de regime. O laudo psiquiátrico aponta que Suzane não se arrependeu totalmente do crime que cometeu, nem tem planos para o futuro ou sequer fez curso profissionalizante na cadeia. O documento foi assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba. A juíza argumentou que antes de realizar o exame Palomba já havia se manifestado publicamente sobre a presa, e deu ‘opinião antecipada’ sobre ela. “O senhor psiquiatra nomeado se manifestou publicamente, por inúmeras vezes, acerca do comportamento e personalidade da sentenciada, censurando-a severamente em todas elas”, escreveu a magistrada.
Ao G1, Palomba negou que tenha produzido um laudo parcial. "Foi totalmente imparcial", rebateu o especialista. O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, afirmou nesta quarta que a defesa já havia solicitado à juíza a suspensão do psiquiatra do caso. "Quando o TJ nomeou essa pessoa [Palomba], entrei com pedido de imediato porque ela é suspeita", disse Barni. "Já tinha dado opiniões contrárias a minha cliente".
