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Defesa tenta evitar júri popular de jovens que mataram cinegrafista com rojão

Foto: Domingos Peixoto / AFP
A defesa de Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, acusados de terem acendido o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, em protesto no dia 6 de fevereiro, tenta mudar a tipificação do crime cometido para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Justiça acatou pedido do Ministério Público que acusou os dois manifestantes por homicídio doloso triplamente qualificado –por motivo torpe, sem dar chance de defesa à vítima e com emprego de explosivo. Também acusados por crime de explosão, suas penas podem chegar a 30 anos de prisão em caso de condenação. A defesa espera que, com a mudança, os jovens não sejam submetidos a júri popular, o que está previsto atualmente. O advogado Wallace Martins defende que o rojão atingiu Santiago Andrade por acidente e que os manifestantes não pretendiam matar o cinegrafista. "Quer dizer que se você soltar um rojão no Réveillon e por acaso acertar alguém que venha a falecer, será homicídio doloso?", questionou o advogado. "A tipificação como homicídio triplamente qualificado chega a ser inconsequente e só ocorreu de fato em razão do clamor midiático", disse. Segundo Martins, um dos desembargadores pediu vistas ao processo. Caso perca na segunda instância, ele afirmou que levará o caso às instâncias superiores, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) o STF (Supremo Tribunal Federal). "Vamos levar o processo até o Supremo se for necessário", afirmou. Informações da Folha de S. Paulo.

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