Em Salvador, Roberto Gurgel lamenta que mensalão tucano não será mais julgado pelo STF
O procurador-geral da República aposentado, Roberto Gurgel, afirmou na noite desta quarta-feira (2), antes da abertura do Congresso do Ministério Público da Bahia, que é lamentável o declínio de competência do julgamento do mensalão tucano do Supremo Tribunal Federal (STF) para a Justiça de primeira instância, com a renúncia do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A renúncia do ex-parlamentar, acredita-se, foi para perder a prerrogativa de foro. Gurgel lembra que o Supremo, há algum tempo, já rejeita esse tipo de manobra, mas explica que, como o “nosso sistema de processo penal é extremamente complicado, levar uma causa à julgamento é algo que demora muito”. “Descendo os autos para o primeiro grau, lá para Minas Gerais, provavelmente, nós teremos uma demora significativa, com o risco de, pelo menos, alguns crimes, prescreverem”, teme. Os casos em que o STF rejeitou esse tipo de manobra, segundo o ex-procurador, eram de casos que já estavam na pauta da Corte, e que a renúncia se demonstrava mais evidente. Há risco, dessa forma, segundo Gurgel, de alguns crimes do mensalão tucano ficarem impunes.


