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Justiça nega pedido de ativistas e libera 'Tropa do Braço'

Foto: Cris Faga / Fox Press Photo / Estadão Conteúdo
A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira (13) o mandado de segurança impetrado pelo grupo Advogados Ativistas para proibir a Polícia Militar (PM) de São Paulo de usar a “Tropa do Braço” no "3º Ato contra a Copa do Mundo". Desse modo, fica mantida provisoriamente a atuação dos policiais militares e seus métodos de segurança para coibir eventuais ações violentas na manifestação convocada pelo Facebook para protestar contra o uso de dinheiro público no mundial de futebol no Brasil.
 
“Vale dizer, então, que a atuação policial preventiva, com vistas à manutenção da ordem pública, é legítima, e não pode ser afastada, sem prejuízo de rigorosa apuração e punição de eventuais abusos, se acaso constatados” escreveu o desembargador Roberto Mortari, relator do caso, ao indeferir a liminar. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (13) que espera não precisar usar a "Tropa do Braço".
 
Na quarta-feira (12), os advogados haviam entrado com o mandado, em que cobravam da Justiça o fim do cordão de isolamento da PM. O coletivo solicitou, entre outras coisas, que os policiais desarmados e que lutam artes marciais, como o jiu-jítsu, acompanhem o protesto a uma distância de 100 metros, deixem de realizar prisões para averiguações, revistas pessoais e sejam identificados por seus nomes no uniforme.
 
Mais de 12 mil internautas confirmaram presença no ato pela página do evento na internet. “Entendo que é necessário o acompanhamento da polícia, mas não como está sendo feito. Não dá para colocar uma 'Tropa do Braço' para cercar manifestantes e pegá-los pelo pescoço, dando ‘gravatas’. Só o nome já induz à violência por parte da polícia”, alegou Daniel Biral, um dos oito advogados ativistas que assinam o mandado de segurança e questionam a legitimidade e a legalidade da ação da PM nas manifestações. 
 
A "Tropa do Braço" da PM de São Paulo é inspirada na experiência de policiamento francês no combate aos protestos violentos na periferia de Paris em 2005. O objetivo é cercar os manifestantes suspeitos de vandalismo. Foi usado pela primeira vez em 1986, em Hamburgo, na Alemanha, quando a polícia cercou um grupo que protestava contra a energia nuclear. Depois a tática policial foi usada em protestos na Espanha, Inglaterra e EUA.

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