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Juiz nega envio de líder do PCC para regime prisional mais rígido

A Justiça voltou a negar o isolamento do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willans Herbas (Marcola), em regime prisional mais rígido. O pedido foi feito em outubro pelo secretário executivo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Everton Zanella, após o jornal "O Estado de S. Paulo" e o SBT revelarem uma megainvestigação do Ministério Público Estadual (MPE) sobre a facção. A negativa foi dada na última sexta-feira (7) pelo desembargador Péricles Piza. Segundo ele, o MPE não apresentou documentos suficientes que demonstrassem que o juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais da Capital, Tiago Henrique Papaterra Limongi, agiu de forma ilegal ao não colocar o detento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com até 22 horas de isolamento. O magistrado da primeira instância entendeu que a conduta criminosa atribuída a Marcola, como tráfico e ordens de execução, é praticada por vários integrantes do PCC dentro do sistema prisional há muitos anos, com conhecimento das autoridades e, portanto, não existiria urgência na medida. O pedido do Ministério Público ainda poderá ser revisto pelos demais desembargadores da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em uma futura sessão de julgamento. Um novo pedido de liminar para enviar Marcola para o RDD, porém, deve demorar meses para ser julgado. Informações da Agência Estado.

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